Testamos a Traxx Shark 250cc


Antes de pilotar a Traxx Shark 250, confesso que torci o nariz, já que a moto chinesa não é um primor no quesito beleza. Tem muitos “penduricalhos” para uma custom de pequeno porte. Se esta moto fosse minha, muitos itens iriam diretamente para o “arquivo morto”. Entre eles, a moldura do farol, os faróis auxiliares triangulares com lente amarela, o guidão reto (T-Bar), o suporte para a instalação de alforjes e o “mata cachorro”. Gosto das classic custom, sem muita frescura, poucos “adereços” e pintura monocromática. Enfim, é uma moto de gosto duvidoso, excêntrico melhor dizendo.

Quando subi na moto e comecei a rodar na pista de testes da Pirelli, que fica em Sumaré (SP), tive que mudar alguns conceitos, já que fui surpreendido positivamente em alguns aspectos, entre eles o conforto desta pequena custom.


A Traxx Shark 250 oferece uma boa postura traduzida pelo banco individual, guidão T-Bar, no melhor estilo “Easy Rider”, e pelo bom posicionamento das pedaleiras. Dessa forma o piloto vai sentado e não montado, como na maioria das motos. A boa ergonomia se reflete em uma pilotagem bastante tranqüila, relaxada e segura. Detalhe: o garupa também se beneficia do conforto do conjunto, já que a moto conta com um sissy-bar (encosto para as costas).



Motor e ciclística

Pouco conhecida, a Traxx Shark 250 está equipada com um motor de dois cilindros em linha, arrefecido a ar e alimentado por carburador. Com 233 cm³ de capacidade cúbica, o propulsor de quatro tempos, desenvolve potência máxima de 19,7 cv a 8.000 rpm. Já o torque máximo é de 1,8 kgf.m a 6.500 rpm. Com uma configuração bastante similar se compararmos à aposentada Honda CB 400 da década de 80, o motor da Traxx Shark 250 é quadrado, já que tem o mesmo tamanho de diâmetro e curso – 53 mm.

Com apenas 500 unidades vendidas em 2009, a custom urbana da Traxx não tem o mesmo desempenho da Kasinski Mirage 250 (já injetada em sua versão 2010), porém não é tão fraca como a Shyneray XY 250.4. A Shark 250 tem força suficiente para rodar com desenvoltura por ruas e avenidas dos grandes centros, já que seu motor trabalha melhor em baixas e médias rotações. A velocidade final chega aos 110 km/h. Porém nessa velocidade e em altos giros, a vibração é mais acentuada e chega a incomodar.

Na dianteira, o modelo de 250 cc traz o tradicional garfo telescópico e freio de disco simples. Já na traseira, suspensão bichoque e freio a tambor. Nesta primeira impressão ao pilotar, as suspensão são simples, porém bem calibradas e absorvem bem as ondulações do piso.

Já os freios se estavam de acordo com sua proposta. Na frente, o funcionamento do freio a disco estava um pouco “borrachudo”, ou seja, oferecia uma reação um pouco lenta. Porém temos que levar em consideração que a moto era “0 km” e as pastilhas precisavam de mais alguns quilômetros para se acomodar. Para um melhor desempenho, ou seja, diminuir o tempo de frenagem, o freio traseiro precisava também de um simples ajuste.

Outro destaque do modelo chinês foi a escolha dos pneus. A Shark está calçada com o modelo City Demon, da Pirelli. Com medidas de 3.00 x 18 (dianteiro) e 130/90 x 15 (traseiro), os pneus ainda ajudam no trabalho de absorção de impactos e também estão diretamente ligados à estabilidade da motocicleta.

Na parte estética, a moto conta ainda com muitos cromados e rodas de liga leve. Já o painel da Shark 250 traz velocímetro, hodômetro total e parcial. As luzes-espia ficam na mesa, como nas Honda Shadow 600/750. A custom de 250 cc da Traxx tem o preço sugerido de R$ 9.257,00.

FICHA TÉCNICA:
Motor: OHC, quatro tempos, dois cilindros paralelos, quatro válvulas e refrigeração a ar
Cilindrada: 233 cm³
Diâmetro x curso: 53 mm x 53 mm
Taxa de compressão: 9,4:1
Potência máxima: 19,7 cv a 8.000 rpm
Torque máximo: 1,8 kgf.m a 6.500 rpm
Sistema de Combustível: Carburador
Partida: Elétrica
Câmbio: Cinco velocidades
Transmissão: Corrente
Quadro: Tubular, berço duplo em aço
Suspensão:
Dianteira: Garfo telescópico, com 145 mm de curso
Traseira: Duplo amortecedor, com 75 mm de curso
Dianteiro: 3.00 – 18 – 6PR
Traseiro: 130 / 90 – 15M/C – 6PR
Freios:
Dianteiro: Disco simples de duplo pistão com de 275 mm de diâmetro
Traseiro: Tambor, de 130 mm de diâmetro
Dimensões CxLxA: 2.140 mm x 900 mm x 1.130 mm
Entre-eixos: 1.470 mm
Distância do solo: 135 mm
Altura do assento: 700 mm
Capacidade do tanque: 10 litros (reserva 2 litros)
Peso seco: 155 kg
Cor: Preto/amarelo
Preço: R$ 9.257,00





Fonte:
Agência Infomoto
Fotos: Mario Villaescusa

Traxx apresenta Joto 125 Flex e Work 125

Marca chinesa apresenta seu protótipo da Joto 125 flex com injeção eletrônica de combustível


A Traxx foi a primeira empresa a apresentar oficialmente suas armas para o 10º Salão Duas Rodas,a marca da Jialing mostrou como grande novidade nesta terça-feira (6), uma motocicleta capaz de rodar com álcool e gasolina. O protótipo trata-se da Joto 125 Flex, equipada com injeção eletrônica, que foi desenvolvida em parceria com a Delphi.

Outro detalhe que chamou atenção na Joto Flex foi a sua nova carenagem dianteira, que lembra muito a da Honda CB 300R. Entre mais novidades apresentadas pela Traxx estão a JH600 Side Car, JH 600, o scoote retro JL125 e Work 125, moto que deve ser a moto-chefe da empresa.


A novidade vem sendo chamada de WORK 125 cc. A WORK (que quer dizer trabalho em inglês) se destaca pela agilidade, economia e praticidade no uso diário. Além, é claro, da fácil manutenção, essencial para quem utiliza a motocicleta.

Mesmo denominada de 125, o modelo WORK tem rendimento superior. O motor da WORK é de 133 cm³, com um cilindro, arrefecido a ar e alimentado por carburador, do tipo válvula de pistão. De quatro tempos, o motor desenvolve potência de 8,2 kW (11,2 cv) a 8.500 rpm e torque máximo de 9,8 N.m a 6500 rpm. O sistema de partida é elétrico e pedal e possui transmissão em cinco velocidades. Os pneus deste modelo são 2.75 x 18 (dianteiro) e 3.00 x 18 (traseiro).

Seu sistema de frenagem é disco na frente e tambor na traseira. A suspensão dianteira é composta por garfo telescópico e a traseira de duplo braço oscilante. O tanque tem capacidade para 11 litros de combustível e mais 2 litros de reserva. O modelo atinge velocidade de até 95 km por hora (informação da fabricante). A nova moto WORK da Moto Traxx da Amazônia estará nas revendas da marca em todo o Brasil até o final deste ano.
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